Aprisionado
Caminhei
por teus caminhos,
Impregnado
de ti
Sei
que sou tua parte mais inteira
Mas
aonde estás?
Pés
feridos,
Corpo
sofrido,
Nem
o vento me sopra,
Nada
é excesso,
Como
gostaria
De
bater a tua porta
Confiei
meu coração sem esperanças
Agora
aos pedaços
Sôfrego,
naufraga exausto de duras penas
O
fôlego busca sufocado das tentativas,
A
aflição e a angustia flutuam
Carregando-me
nas correntezas,
Dá-me
a mão,
Busque-me
nas profundezas do teu coração
Sou
eu se me reconhece ainda,
Nada
cobro,
Mas
sei que sempre valeu à pena a busca
Se
na curva do caminho me encontrar sozinho
Pensa
que não busquei ninguém,
Para
que serve meu aprisionado coração
Se
não puder viver apenas de mais uma vez essa paixão?

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