Hoje te vi assim construindo, sem sentido, paredes
toscas,
A tentar me convencer que chega o inverno
Numa sufocante e intrigante luta
Como se as horas vazias e tristes embalasse os teus
sonhos
Estrutura
é etérea, a vida é pouca
Os braços carregados de tijolos e de cimento
Relógios de afiadas pontas confundem os teus pensamentos,
Uma laje
é frágil, o telhado range
Das paredes delicadas a lua espia
Sofro, exposto ao frio que vem com o vento,
Luto
por que me sinto oprimido e mas te sustento
Por
que trago o teu coração à minha alma aprisionado
Aceito
os assombros e sem argumentos
Deito,
acomodo-me e durmo

Nenhum comentário:
Postar um comentário