Amor de menos
Hoje nada é referencia,
Corri o horizonte e nem o sol apareceu
Parece tarde, mas não há conforto na desistência
Há o intuito de partir,
Mas a intuição de ficar prevalece,
São os sentidos impregnando o ser de alento,
É ver sem olhar,
Os olhos fechados descobrindo que há possibilidades
Isso dá outra poesia, mas não é hora de poetizar
Escrevo para registrar sua ausência e para aliviar minha comoção,
Ausentar-se de mim é me expor à morte,
Escrevo para desnudá-la por dentro,
O seu corpo não me pertence mais
Mais sua alma tátil,
Ainda impregna-me
Vem conversar comigo
Um bate-papo de fim de noite
Uma conversa para suprir a insônia de tédio
Temos tempo de mais
E amor de menos

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