Saudade fresca
Cheiro de terra
molhada
Tinta caiada nas
paredes da alma
No meio do silêncio
havia a chuva
O mato curvado
As formigas
carregadas
O vento
O girassol perdido
A vida afogada
O azul que era azul
Agora era cinza
chumbo
Pesado
A goteira caindo no
prato
A faca e garfo
postados
Um de cada lado
A umidade a
enferrujar os fatos
No vidro embaçado
Disfarçada a história
Quantas manhãs foram
levadas
Quantas tarde
varridas
Para construir esse
momento
Espanta -me a
natureza
Das coisas passada
Memórias deturpadas
Alterando o presente
A força da tua
beleza
A chuva arrasta a
miséria
Mas não me lava a
alma
Ah! Que saudade!
Quando você não está
Wilson Costa

Nenhum comentário:
Postar um comentário