Segunda Pele
A poesia é a minha segunda pele
Diz minha filha que eu faço poesia até com a morte
Sorte minha então
Que se um uma dia ela me chegue
Que eu verseje para ela por dias a fio
E a convença a partir,
Sem me levar
A discorrer sobre a vida
Sobre o amor que jamais morre,
Sobre a alegria que valoriza a existência
Podemos falar abobrinhas,
Sobre minha coleção de recortes
De borboletas e de botões
Sobre viagens, futebol
Sobre a profunda agonia de esperar pela extinção
Falaremos sobre gente, filosofia
Sociologia e preservação
Sobre a eternidade, sobre jamais ter que partir,
Quem sabe ela sorria e eu sorria também
Quem sabe até ....
Falaremos de poesias
Wilson costa

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