Vaso Chinês
Hoje a saudade chegou silenciosamente
Deixou o meu coração
partido
Vaso chinês despedaçado em mil pedaços
Olhos ardentes
A fixarem-se nos meus
Silenciosa dor que não perdoa
Silvo de serpente
Agindo em mim
Hipnoticamente
Como se tudo fosse
Como se fosse o nada
A se espalhar entre as contas
As presas
Que me sangra e vaza
Sem delatar
Olhos de serpente
Que atordoa minha mente
Nem sempre posso reagir
Ou consigo enfrentá-los
Às vezes deixo-me ferir
Outras simplesmente me sento
Olhando os cacos
Depois me ponho a junta-los

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