Apesar
Se tu
queres em meus braços buscar o sono
Deixe lá
fora as sobras do dia,
Não
precisaremos das palavras,
O dia
foi farto em ruídos
Deixe
que o silêncio se irradie pelas coxias
Do
teatro dos desesperados
Que chamamentos
dos que não têm ninguém
Seja o
ultimo ato
Do choro
aflito dos que perderam alguém
Que no
nosso ninho de amor não haja a culpa
Por não
acolher a todos
Sou
tanto nesse momento em que me dou
Que a
divindade da tua presença
Será a
plenitude de todos os amores
Que não
haja a possibilidade de um grito de rancor
A tua entrega a ascendência das marés
A
vazante das dores
Nas
ondas do mar
Que
apesar dos males do mundo
Eu
adormeça em seus braços em um segundo
Egoísta
e pleno, cansado,
Depois de
te amar

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