Diário Parado
Um vento leve soprou
Passou leve deixando um recado
Há tempo de caminhar e tempo de colher
Eis que de paixão me vesti
Teu sorriso atravessa as a montanhas,
Teu corpo não,
Quem dele me fala é o vento
Frio agora,
A alma é leve o corpo não
Fala-me ainda que de longe
De como estás
Tudo por onde passo é teu,
Não preciso mentir
Minha tristeza se assume
E o meu amor também
Rasga as folhas daquele diário amarelado
Confuso, mal formulado
Os comunicados não foram os fatos acontecidos
Somente o imaginado,
Um lado apenas da verdade
Ainda há a outra parte a ser contada,
Vai vento leva a ela esse recado
Melhor dizendo esse lamento
De quem ficou sem chance de ver sua vida continuada
Em um diário de folhas fechadas

Nenhum comentário:
Postar um comentário