Sábios
Calo
a minha boca
E
fecho os meus olhos
Há
na face da vida muitos desfechos
E
são vários os caminhos
Muitas
as avenidas da busca
E
muitos os atalhos de fuga
São
poucos os que nunca choraram um amor
Ou
que não trazem nos rostos os vincos e as rugas
Da
saudade e da dor
Há
os que gritam atormentados
E
os que sofrem calados os seus temores
Há
os que encaram os seus medos de frente
Há
os que vivem perdidos em busca de alguém
Há
os que choram os que já partiram
E
os que vivem eternamente sozinhos
Há
os que plantam e nunca colhem
Há
os que semeiam o que nunca têm
Há
os que nunca estendem as mãos
Mas
há os que não tendo as mãos protegem e acolhem os que as têm
Sábios
são os olhos que conseguem ver a própria alma
Aqueles
que calam as palavras que não precisam dizer
Os
que purgam as dores dos desejos desnecessários
Os
que caminham descalços pela estrada do escárnio
E
riem de si mesmos
Quando descendo da tua face ferida as lágrimas que curam
Não
guarde no peito o fel que corroerá seu próprio ser
E
que não tendo o necessário divida o pouco que possua
E
não traga no rosto o riso aflito por não ter na alma a
alegria pura...
De saber viver
De saber viver

2 comentários:
Caramba, como parece com a minha filha, Ana Paula, digo a moça da foto.
Que lindo Wilson,você me fez chorar com Sabios.Parabéns! Calo a minha boca
E fecho os meus olhos
Há na face da vida muitos desfechos
E são vários os caminhos
Muitas as avenidas da busca
E muitos os atalhos de fuga
São poucos os que nunca choraram um amor
Ou que não trazem nos rostos os vincos e as rugas
Da saudade e da dor
Há os que gritam atormentados
E os que sofrem calados os seus temores
Há os que encaram os seus medos de frente
Há os que vivem perdidos em busca de alguém
Há os que choram os que já partiram
E os que vivem eternamente sozinhos
Há os que plantam e nunca colhemrabéns
Mas eu ainda pretendo colher.
Cléris Pompa
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