Poetizar

De Opium E Jasmim

De Opium E Jasmim
Um mundo de poesias

domingo, 18 de setembro de 2016

Eu não preciso impor à poesia o nome dela,
Sei que não seria possível construir o mundo justo
Se assim não fosse,
Um poema de águas lavadas, de rios claros
De ruas libertas,
Eu quis escrever um poema com o nome dela,

Pelo canto dos espaços e das fontes
O céu o mar e a terra ligados,
Saciando os compassos de rima 
E a nossa fome de querer

Uma devotada canção de continuação da eternidade
Com todos os dias de liberdades soltos
Na concha da flor aberta, no sumo do fruto, nas asas das aves
Nada a adoecer a própria forma de amar
Eu quis fazer um poema com o nome dela,

Verde, azul, como contornos de violeta
E no todo, que não fossem só palavras
A construir a forma justa de humanidade
De fidelidade às crenças de perfeição do universo 

Por isso escrevo a cada dia esse poema sem fim
Sempre começando com o nome dela


                                 Wilson Costa

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