Eu não preciso impor à poesia o nome dela,
Sei que não seria possível construir o mundo justo
Se assim não fosse,
Se assim não fosse,
Um poema de águas lavadas, de rios claros
De ruas libertas,
Eu quis escrever um poema com o nome dela,
Pelo canto dos espaços e das fontes
O céu o mar e a terra ligados,
Saciando os compassos de rima
O céu o mar e a terra ligados,
Saciando os compassos de rima
E a nossa fome de querer
Uma devotada canção de continuação da eternidade
Com todos os dias de liberdades soltos
Na concha da flor aberta, no sumo do fruto, nas asas das
aves
Nada a adoecer a própria forma de amar
Nada a adoecer a própria forma de amar
Eu quis fazer um poema com o nome dela,
Verde, azul, como contornos de violeta
E no todo, que não fossem só palavras
E no todo, que não fossem só palavras
A construir a forma justa de humanidade
De fidelidade às crenças de perfeição do universo
De fidelidade às crenças de perfeição do universo
Por isso escrevo a cada dia esse poema sem fim
Sempre começando com o nome dela
Wilson Costa

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