Fome de amor
É um sinal que busco,
A dor é uma coisa estranha
O gato lambendo o pássaro,
Um abraço apertado no peito descarnado,
Porque não trata, mas não querendo fazer mal
faz
Abençoa o coração partido com água benta,
Recita novena alimenta o mal que te condena
Porque se faço mal é por querer-te, eternamente
Ponto perdido no nada, sem sinal de descobrimento,
Ponto perdido no nada, sem sinal de descobrimento,
A carne e o sonho, desordenadas nos compassos
da melodia
O voo por sótãos e porões
Cair rolando dos céus aos infernos
Cair rolando dos céus aos infernos
Perdido já estou
nesse tênue fio de alegria
Dos gestos que se repetem sem ser,
Dos gestos que se repetem sem ser,
Enquanto magia houver
de amor,
Alimentar-me-a
de fome a dor

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