Está dito, o amor não será extinto,
Apesar do medo, extensão do terror,
Das rusgas,
Lobos? São muitos
A rima é pobre uiva de fome.
Mas tu pobre podes comer ainda a língua
A palavra na língua
Mas quero aquietar os meus mortos,
Acordar o mundo, na palavra escrita.
Lúdico sortilégio, poucos, porém,
Vamos juntar os pedaços, a lucidez dos poucos
Ainda acredito em reflorestar o mundo
Sementes de amor,
Falaram-me dos homens
Dos anjos, da humanidade,
Não vi nada que existisse sem dor
Não vi nada que existisse sem dor
Vi homens em excessos, homens vários,
Desligados uns dos outros,
Separados dos fios do amor
Mas eu insisto o amor não morrerá jamais

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