E, fatalmente, as esquinas estarão por ai para nos cruzarmos,
Os cafés quentes de sempre e os olhares desviados, o mais de tempo calados
As emoções imensas que as palavras não saberão descrever
Mas são sempre tantas esquinas,
O jantar desmarcado
Diremos do tempo, das amenidades, mas não das saudades,
O coração quase gritando de tantas delas,
O seu cabelo que está mudado, voltaram os cachos
A sua expressão dos olhos escondendo um ar de surpresa
Você está tão mais bonita,
Nos não estamos juntos, mas nos ajustamos,
E eu me pergunto
Como as coisas se vão e a gente não?
Wilson Costa

Nenhum comentário:
Postar um comentário